Algum tempo atrás tive um sentimento que até agora não entendo. Talvez por isso o chame de ódio.
Tenho ódio de quando grita,
quando fala devagar e principalmente quando se agita.
Quando faz de conta que nada acontece,
quando me beija e faz como quem não me conhece
Quando me tira da cama pensando dizer que me ama, mas não...
Teus lábios venenosos me enganam
Seu cinismo se manifesta em meu ser.
Tanto ódio desse amor me faz te querer
Odeio esse martírio que não acaba nunca.
Quando foges, tudo parece tranqüilo de repente volta
com essa tua sedução de serpente, com esses olhos e voz ardente
me queima como um escorpião em veneno fluente.
Eu odeio ter de pensar em não te ter mais
Odeio suas cantadas sinceras e grotescas
Odeio quando gosto e quando elas manifestam-se em minha cabeça.
Odeio teu gosto musical que é sempre o que quero ouvir.
Odeio a forma com que me beija quando eu nem quero agir.
Odeio esse teu ar mentiroso e sincero ao mesmo tempo
Odeio quando me diz a verdade e ela me atormenta.
(...)
Sua pele ao tocar com a minha além de esquentar-me também alimenta.
Odeio a forma com que faz carinho pois demonstra apenas quando sente-se sozinho.
Odeio esse teu jeito de dizer não amar
mas na verdade ama sem saber cuidar.
Odeio não saber dizer tudo isso da forma com que planejo
Nada disso tudo não passa de um sonho meu em desejo
Um amor que jamais dará certo,
pois odeio a forma de amar o ódio desse amor incerto.
Obs: Eu não tirei nada daquele filme De não sei quanto eu odeio em você.
Fiz o texto pois é isso que vinha sentindo.
Boa noite!

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