domingo, 21 de outubro de 2012

Chuvas e Devaneios


E essa chuva caindo que me traz a você
Esse cheiro que molha a terra, me provoca, desespera
Faz lembrar,  momentos que talvez tu quiseras.

Esse teu ar que me assombra, deslumbra, me afunda.
Essa chuva que não passa me arrasta, me afasta do verdadeiro
Ora! É esse cheiro, essa chuva, você!
Puros devaneios.

Já é noite e a chuva não passa, desgasta, mal trata me mata
Esse teu olhar impuro, imaturo
Jamais será seguro.

Essa tua fala, que você não para
E a chuva parece penetrar em suas cordas vocais
Fazendo de mim um peixe morrendo aos anzóis.

Essa chuva molhando a pele me fere, difere
Esse teu olhar me faz pensar em te amar
Mas no fundo te maltratar.

A chuva agora parou
Levou com ela, toda essa singeleza
Toda delicadeza...

Esses meus devaneios acabam, pois você acabou.
Esse teu cheiro, teu ar, teu olhar, tua fala, já não me abala.
Quero o poder da morte sem ouvir um só cantarolar.

Queira Deus que essa chuva acabe com tal sentimento
Do qual um dia se fez por um meio
Meio dos quais eu temo que sejam devaneios.

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