terça-feira, 9 de agosto de 2011

Natural e vivo


Algo sem querer me inspirou em apreciar a vida, apreciar pequenos momentos, sentir cada cheiro e naturalizar a cada gosto e a cada som.
Sinto uma forte atração por cores, cheiros, gostos e sons. É natural ouvir um som e imaginar nele algo doce ou amargo, o doce é o timbre afinado o amargo não chega à desafinar, mas é espantoso e adstringente  aos ouvidos.
Cheiros estimulam cores.
Gostos e sons até podem estimular amores.
Mas não quero poesias, quero falar sobre a vida e sobre assuntos naturais a ela.
A natureza por um exemplo é tudo muito bonito, expressivo, autentico e o melhor, é tudo vivo!
O som dos pássaros cantando do modo como desejam sem pensar em notas ou em qualquer outro problema, é o som mais belo e mais simples que um dia vamos ouvir em nossas vidas.
Imaginemos, nascem cantando, desafinam quando podem, chegam ao timbre maior e nem se quer observamos as notas que erram eles. E o por quê não vemos isso? Por que não notamos seus erros? Por que sabem cantar perfeitamente? Por que o ser humano não pode ser assim?
O ser humano nasce com o choro doce, porém mais adstringente se torna ao passar dos tempos, afina-se ao pensar no amor, desafina-se como se ainda existisse o perdão verdadeiro...
Quer algo melhor que viver dentro d’água, respirar sem se afogar? Ter o fôlego de um peixe que sai a nadar e nada, nada e nada? E nós o que fazemos? Respondo sem mais... Fazemos um nada! A não ser que saiba o tempo certo para se respirar.
 Nascemos pela lei do sexo, crescemos pela lei do não abandono, vivemos pela lei do oxigênio, morremos pela lei da vida.
E se tudo fosse natureza, tudo fosse como o natural?
Nascêssemos pela lei do instinto, crescêssemos pela lei da sobrevivência e vivêssemos pela lei do natural? Basicamente é parecido, instinto o humano tem, mas brinca e despoja como se fosse isso o natural, sobrevivemos pelas lutas e pelas derrotas, vivemos pela natureza existir não porque ela precisa de nós. Nós seres humanos só cuidamos daquilo que nos é instantâneo.
A vida, por exemplo, é instantânea para quem deseja que ela acabe logo.
Para o ser que diz do amor, a vida é completa e cheia de mínimos tons, toques, cheiros, cantos, cores e delírios.
Da natureza quero os mais belos cantos dos pássaros tocando e beijando meus ouvidos, quero as cores dos rios doces, amargos e claros entrando pelo meu olfato, quero  de todas as flores, folhas e ares, quero o sabor de cada fruto que na natureza existe, quero saber o por que do ser humano fazer de tudo isso que é VIVO, triste.

Um comentário:

  1. Poesia: A Morte do amor/ autor: Andrey Séver

    Do amor restou apenas...
    A dor de quem sofre em silêncio
    Lágrimas petrificadas
    Que calam no peito.
    Orgulho tocado ego dilacerado
    Ferida incisa que não cicatriza.


    Alma que encontrará a paz
    A qual foi perturbada
    Fruto de volúpia atração carnal
    Mente insólita e egocêntrica
    Ludibriou quem amava
    Agora tu também és enganada



    Pobre coração apaixonado
    Desdenhado, trocado
    Maldito corpo libidinoso
    Pensou apenas em saciar seus prazeres mundanos
    Abandonou este pobre coração


    Este encontra-se sozinho esquecido as traças
    Acorrentado no calabouço sombrio
    Perdido em meio a um labirinto de tristezas profundas
    Numa galáxia distante de um mundo hostil
    Noites resplandecentes sem estrelas
    Sombra que insiste em turvar meus pensamentos


    A mais bela rosa do jardim florescente
    Musa inspiradora de meus versos singelos
    a ti lhe suplico:
    - Tenha piedade desta pobre alma
    Que por ti derrama lágrimas de sangue
    Por que cravastes este punhal em meu peito?
    Agora vejo-me a agonizar
    Predestinado A morrer de tanto te amar!

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