Algo sem querer me inspirou em apreciar a vida, apreciar pequenos momentos, sentir cada cheiro e naturalizar a cada gosto e a cada som.
Sinto uma forte atração por cores, cheiros, gostos e sons. É natural ouvir um som e imaginar nele algo doce ou amargo, o doce é o timbre afinado o amargo não chega à desafinar, mas é espantoso e adstringente aos ouvidos.
Cheiros estimulam cores.
Gostos e sons até podem estimular amores.
Mas não quero poesias, quero falar sobre a vida e sobre assuntos naturais a ela.
A natureza por um exemplo é tudo muito bonito, expressivo, autentico e o melhor, é tudo vivo!
O som dos pássaros cantando do modo como desejam sem pensar em notas ou em qualquer outro problema, é o som mais belo e mais simples que um dia vamos ouvir em nossas vidas.
Imaginemos, nascem cantando, desafinam quando podem, chegam ao timbre maior e nem se quer observamos as notas que erram eles. E o por quê não vemos isso? Por que não notamos seus erros? Por que sabem cantar perfeitamente? Por que o ser humano não pode ser assim?O ser humano nasce com o choro doce, porém mais adstringente se torna ao passar dos tempos, afina-se ao pensar no amor, desafina-se como se ainda existisse o perdão verdadeiro...
Quer algo melhor que viver dentro d’água, respirar sem se afogar? Ter o fôlego de um peixe que sai a nadar e nada, nada e nada? E nós o que fazemos? Respondo sem mais... Fazemos um nada! A não ser que saiba o tempo certo para se respirar.
Nascemos pela lei do sexo, crescemos pela lei do não abandono, vivemos pela lei do oxigênio, morremos pela lei da vida.
E se tudo fosse natureza, tudo fosse como o natural?
Nascêssemos pela lei do instinto, crescêssemos pela lei da sobrevivência e vivêssemos pela lei do natural? Basicamente é parecido, instinto o humano tem, mas brinca e despoja como se fosse isso o natural, sobrevivemos pelas lutas e pelas derrotas, vivemos pela natureza existir não porque ela precisa de nós. Nós seres humanos só cuidamos daquilo que nos é instantâneo.
A vida, por exemplo, é instantânea para quem deseja que ela acabe logo.
Para o ser que diz do amor, a vida é completa e cheia de mínimos tons, toques, cheiros, cantos, cores e delírios.
Da natureza quero os mais belos cantos dos pássaros tocando e beijando meus ouvidos, quero as cores dos rios doces, amargos e claros entrando pelo meu olfato, quero de todas as flores, folhas e ares, quero o sabor de cada fruto que na natureza existe, quero saber o por que do ser humano fazer de tudo isso que é VIVO, triste.
Poesia: A Morte do amor/ autor: Andrey Séver
ResponderExcluirDo amor restou apenas...
A dor de quem sofre em silêncio
Lágrimas petrificadas
Que calam no peito.
Orgulho tocado ego dilacerado
Ferida incisa que não cicatriza.
Alma que encontrará a paz
A qual foi perturbada
Fruto de volúpia atração carnal
Mente insólita e egocêntrica
Ludibriou quem amava
Agora tu também és enganada
Pobre coração apaixonado
Desdenhado, trocado
Maldito corpo libidinoso
Pensou apenas em saciar seus prazeres mundanos
Abandonou este pobre coração
Este encontra-se sozinho esquecido as traças
Acorrentado no calabouço sombrio
Perdido em meio a um labirinto de tristezas profundas
Numa galáxia distante de um mundo hostil
Noites resplandecentes sem estrelas
Sombra que insiste em turvar meus pensamentos
A mais bela rosa do jardim florescente
Musa inspiradora de meus versos singelos
a ti lhe suplico:
- Tenha piedade desta pobre alma
Que por ti derrama lágrimas de sangue
Por que cravastes este punhal em meu peito?
Agora vejo-me a agonizar
Predestinado A morrer de tanto te amar!